Dúvidas
Frequentes
Qual foi o envolvimento dos pastores do Ministério Alcance no apoio às duas famílias?


A relação com o Ministério Alcance teve início ainda em Curitiba, entre 2008 e 2016. Nesse período, Paulo e Juliana Subirá mantinham uma relação respeitosa e cordial com a família, mas o cuidado pastoral direto e cotidiano era exercido principalmente pelos pastores Marciano e Adriana Ortencio.
Com a mudança para Orlando, surgiu o desejo natural de retomar a convivência mais próxima com a Alcance, o que ocorreu quando a igreja foi implantada na cidade, inicialmente em um hotel. A caminhada foi retomada desde os primeiros dias, porém em um formato diferente do vivido no Brasil, sem o mesmo nível de acompanhamento pastoral pessoal e constante. Ainda assim, o vínculo de respeito e comunhão foi mantido.
Ao longo desse período, houve alguns episódios pontuais de diálogo e ajustes, tratados diretamente com Juliana, e considerados resolvidos à época. Mesmo com certo distanciamento natural, a relação permaneceu marcada por consideração mútua.
Quando a acusação surgiu, foi consenso envolver Paulo e Juliana para que estivessem mais próximos e acompanhassem a situação. Logo no início do encontro, Juliana afirmou: “Vamos ver até onde vai a realidade e a fantasia.” À época, a frase foi recebida com serenidade; hoje, ela é compreendida com maior profundidade, à luz dos desdobramentos posteriores.
Durante essa reunião, Haline apresentou sua versão dos fatos. Ao ouvir o relato, já com alterações em relação à narrativa inicial, tornou-se perceptível que havia inconsistências. Ainda assim, optou-se por permanecer no ambiente de diálogo, observando como a liderança conduziria a situação.
Um ponto considerado, posteriormente, como um erro relevante, foi o fato de que nem o marido de Haline nem Marcus foram chamados para essa reunião. A ausência de todas as partes impediu um confronto direto de versões, o que poderia ter evitado desdobramentos mais graves.
Mesmo assim, a partir do que foi apresentado por Haline, e após o aval pastoral, foi feito contato com a ONG Hope & Justice Foundation, que forneceu um link para registro de denúncia. Haline formalizou sua acusação, e também foi registrado um relato complementar, descrevendo apenas que a criança teria tido um sonho ruim — sem qualquer imputação de conduta criminosa a Marcus.
Esse registro, por não conter elementos incriminatórios, jamais foi publicado pela ONG. Até hoje, ele permanece fora de circulação, o que reforça a percepção de que apenas narrativas compatíveis com a acusação principal foram utilizadas.
O envolvimento dos pastores, portanto, ocorreu em um contexto de tentativa inicial de mediação e apoio, mas marcado por decisões tomadas sem a presença de todas as partes e por encaminhamentos que, posteriormente, mostraram-se insuficientes para garantir equilíbrio, contraditório e plena apuração desde o início.
Esse conjunto de fatores ajuda a compreender como, mesmo com boa intenção pastoral, escolhas pontuais contribuíram para que a situação evoluísse de forma desproporcional e juridicamente complexa.


Líderes do Alcance:
Pastores Paulo e Juliana Subirá prestaram apoio às duas famílias na fase inicial do processo.
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