Mito megalomaniaco
dos “99%”
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Durante uma live em seu perfil no Instagram, Haline afirmou que “98% ou 99% das pessoas” apoiariam as acusações que ela fez contra a família Grubert. A declaração, feita sem qualquer apresentação de dados, fontes ou critérios objetivos, chama atenção não apenas pelo número extraordinário, mas pelo contexto no qual é reiterada.
Ainda assim, mesmo após o encerramento judicial, as acusações continuam a ser propagadas no ambiente digital, agora sustentadas por narrativas emocionais e afirmações sem lastro factual. A alegação de apoio de “99% das pessoas” se insere exatamente nesse contexto: não se baseia em pesquisa, não apresenta metodologia, não indica universo amostral nem fonte verificável. Trata-se de um número retórico, não estatístico.
Especialistas em comunicação apontam que o uso de percentuais elevados e imprecisos é uma estratégia recorrente para angariar apoio público, criar a sensação de consenso e deslegitimar questionamentos. Ao afirmar que quase ninguém discorda, constrói-se artificialmente a ideia de que contestar a narrativa seria algo marginal — quando, na realidade, os fatos já foram avaliados por quem detém competência legal para fazê-lo. Cabe reiterar que a Justiça da Flórida conduziu investigação formal, analisou provas, ouviu especialistas e chegou a uma conclusão inequívoca de que não houve crime, tendo o processo sido oficialmente extinto.
Em um cenário em que a desinformação se espalha com rapidez, a responsabilidade com os fatos não é opcional — é indispensável. Percentuais inventados não substituem decisões judiciais. E apoio alegado não anula a verdade comprovada.


Áudio de Haline, em live no seu Instagram, exaltando ter 99% de apoio de sua causa entre "todas as pessoas".


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