Contradições em depoimentos levantaram dúvidas

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Documentos judiciais analisados pela Justiça da Flórida apontam contradições relevantes nos depoimentos da criança Livia, filha de Haline Sampaio, o que levou o tribunal a questionar a confiabilidade das acusações apresentadas. O ponto central da decisão está na comparação entre duas entrevistas oficiais da menor, realizadas com um intervalo significativo de tempo e com conteúdos substancialmente diferentes
A primeira entrevista ocorreu em 5 de abril de 2023, poucos dias após o suposto episódio. Nesse momento, segundo o próprio despacho judicial, não houve relato que sustentasse abuso sexual. A criança descreveu de forma simples que algo semelhante a uma chupeta teria sido colocado em sua boca enquanto dormia. Já a segunda entrevista, realizada apenas em 8 de novembro de 2023, cerca de sete meses depois, trouxe uma narrativa completamente distinta: o objeto passou a ser descrito como um órgão genital masculino, além de mudanças na sequência dos fatos e na forma de identificação do suposto agressor.
Para a magistrada, não se tratou de um ajuste natural de memória, mas de alterações profundas no núcleo do relato, incompatíveis com a confiabilidade exigida para esse tipo de prova. O longo intervalo entre os dois depoimentos foi considerado especialmente sensível, pois ofereceu tempo suficiente para possível influência externa, ainda mais considerando que a criança tinha apenas cinco anos na época dos fatos.
O tribunal também destacou o contexto em que o segundo depoimento foi produzido. Haline participou das sessões terapêuticas da filha após o episódio e apresentou declarações inconsistentes ao longo do processo. Além disso, houve ampla exposição do caso nas redes sociais, com mobilização pública e arrecadação de recursos, criando, segundo a decisão, um ambiente que pode ter interferido na formação ou reconstrução do relato da criança.
Diante dessas circunstâncias, a Justiça concluiu que, apesar de não haver indícios de má-fé direta, o tempo, o conteúdo e as condições em que os depoimentos foram colhidos
não ofereceram garantias mínimas de confiabilidade, levando à rejeição das declarações como prova. O caso reforça a necessidade de extremo cuidado na condução de depoimentos infantis, especialmente quando há longos intervalos entre entrevistas e forte influência do ambiente adulto ao redor da criança.

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