Benefício
migratório oculto

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Uma fonte brasileira, presente no início dos fatos, relata que Haline buscou, junto a um escritório de imigração na Flórida, informações sobre mudanças de status migratório logo após o início da investigação. Segundo essa fonte (identidade preservada por precaução), Haline já teria consciência de que, caso sua acusação fosse aceita como verdadeira, poderia receber benefício migratório.
Nos Estados Unidos, a legislação prevê mecanismos que permitem a vítimas de determinados crimes (abuso físico, por exemplo) em solicitar um visto especial — o U visa — e, em alguns casos, ajustar seu status para residência permanente (green card). Esse tipo de visto existe para proteger e incentivar vítimas de crimes a colaborar com as autoridades, e pode incluir familiares.
O testemunho sugere que Haline teria considerado esse tipo de benefício durante o caso, o que, se confirmado, representaria um objetivo oculto distinto da busca por justiça, já que tal benefício depende de critérios legais específicos e não se aplica automaticamente a qualquer denúncia. Nota-se que isso não confirma que Haline tenha obtido qualquer benefício migratório, apenas que informações sobre essa possibilidade teriam sido buscadas na fase inicial.